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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007
A Praxe....

Quem me conhece, sabe qual é a minha opinião em relação a praxe universitária. Não consigo perceber qual é a necessidade de pôr um grupo de alunos que estão a entrar para um nível de ensino superior, e trata-los abaixo de cão...

Eu sou estudante universitário, e frequênto uma faculdade em Gaia. Mais concretamente no ISLA..... Também aqui a praxe foi uma palhaçada, pelo menos no meu enteder... Desde pessoas que pensam que têm o rei na barriga, até situações, no meu vêr, deploráveis, de tudo um pouco se passou.

Mas, talvêz pelo ISLA ser uma faculdade pequena, a praxe não tem as repercussões que tem noutras faculdades, por exemplo, no Instituto Piaget, ou noutras Universidades mais abrangentes.

Quem me conhece, sabe também que nunca fui á bola com aquele grupo de pessoas, que vê nos caloiros uma fuga das suas frustrações e por vezes veículo de vingança de qualquer anómalia diaria, que lhes possa ter surgido, por isso apenas fui adicto á praxe na primeira semana de curso, tendo depois, entre diversos motivos, abandonado o ritual. Consequências? Não posso usar o traje académico, porque alguém mo impôs como medida de coacção inerente á minha falta. Não me importei... Não deixo de ser menos estudante e ter menos espiríto académico por isso.

 

Mas há estabelecimentos de ensino, onde a praxe está tão enraizada, que quem não a frequentar, sofre as maiores atrocidades fisicas e psicologicas imagináveis. Ultimamente, o Piaget de Macedo de Cavaleiros, tem sido notícia por causa de alunos que fazem queixa dos "doutores" que os praxam. Chegam a ser relatos arrepiantes, de pessoas que são obrigadas a fazer coisas que não querem e que repugnam. Há relatos de simulação de relações sexuais, há relatos de orgasmos fingidos, há relatos de violação de privacidade. Mas o mais engraçado, é que continua a existir a praxe. Há relatos de alunos que morreram devido á praxe. Recentemente um rapaz, não me lembro de que faculdade, com a ânsia de entrar na Tuna Académica da sua faculdade, foi praxado até á morte. Mas tudo isto é falado vagamente, por alto só, e logo a seguir é abafado, sem qualquer resolução, nem castigo para os agrassores. Habitualmente, os alunos que fazem queixa dos supostos "doutores", não conseguem ter uma vida académica fácil. são rejeitados pelos próprios colegas, são quase obrigados a desistir da frequência universitária.

 

Hoje, o JN, noticía mais dois actos barbaros na Universidade de Coimbra. Segundo o jornal, os agressores são estudantes da Universidade de Medicina, e terão agredido os caloiros, num Tribunal de Praxe. Ainda segundo o JN, este ritual é practica rara na UC, sendo que só nas Repúblicas e na sede do grupo de apoio a Academia, onde se passaram as agressões, é que é permitido continuar com o ritual da praxe.

Segundo o relato dos caloiros, depois de terem recebido o Documento de Contra-Fé, para se apresentarem, para mais um  ritual "entre amigos e que serve para cimentar o companheirismo", dois deles acabaram por ser brutalmente agradidos, tendo acabado com diversos ferimentos, um deles, com lesões a nível do pescoço, devido aos fortes cachaços que levou, e com lesões a nível da zona genital, devido á rapagem dos pelos púbicos. O outro, acabou com a tesoura com que lhe rapavam o cabelo, espetada no crânio, para além de unhas negras, devido a terem levado com a colher de pau nas mãos.

 

O primeiro, fez queixa dos supostos "doutores", apenas a nível académico, para que os agressores não tivessem problemas em futuras tentatívas de entrada no mercado de trabalho. O segundo, não esteve com meias medidas e terá feito queixa a nível judicial.

Segundo Dux da Universidade, a praxe apenas tem sentido, quando é realizada de comum acordo entre "Doutores" e caloiros, e que os mesmos podem-se recusar a participar. Pela experiência que eu tenho, posso dizer que não é bem assim. O caloiro recusa-se a ser praxado, e logo é posto de parte. Deixa de existir.

 

O Reitor não se quis pronúnciar sobre o ocorrido, e segundo alguns caloiros, os referidos "doutores" já se terão desculpado junto dos agredidos, portanto o ambiente é bom.

 

Agora, a verdadeira questão... Qual será o suporte psicológico destes dois alunos, e de outros, que sofreram agressões, para continuarem os seus cursos numa faculdade onde foram agredidos, com uma gravidade tal, que podería ter chegado á invalidêz ou mesmo á morte?

O que será que irá acontecer com os "doutores" que agrediram? Essa até é a questão mais pertinente...

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Pensado por Johnny às 11:24
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19 comentários:
De Johnny a 5 de Junho de 2007 às 16:09
Ñão concordo consigo José Ferrão... Pois quem cometeu as ofensas não foi o reitor, embora também tenha que ser responsabilizado... Quem cometeu as ofensas é que tem que ser punido...
De José Ferrão a 12 de Junho de 2007 às 23:12
Desculpe caro Johnny,
mas cada um a seu dono.
Pode ser que os agressores é que devem prestar contas ao agredido, mas para além disso o que existe é uma realidade que quanto a mim não está bem, e que como tal pode e deve ser corrigida.
No imediato existe uma agressão a esclarecer e a penalizar, mas no mediato o que existe é uma instituição que, bem sabendo que todos os anos existem agressões, nada faz para corrigir a situação.
E é preciso distinguir bem o que é que é praxe, do que é uma agressão. Se a própria praxe, tivesse mecanismos suficientes para conseguir evitar que se fizessem agressões em seu nome, nesse caso tudo correria por conta do folclore local e aí sim, poderia considerar-se uma questão interna da escola.
Na ausência desses mecanismos, quando as agressões ainda se transformam em chacota geral, e a partir do momento em que recorrem ao hospital ou ao cemitério, que já ficam fora de portas, aí meu amigo, o problema deixa de ser praxe e a escola transforma-se numa tourada em o que o touro é o caloiro; e o reitor deixa também de ser reitor, para se transformar sim senhor, num agente imputável criminalmente, quanto mais não seja por omissão.

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