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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
Afinal, treta foi o 25 de Abril...

 

Hoje de manhã, enquanto tomava o meu café, deparei-me com uma notícia, á qual não dei o devido valor na altura por pensar que não tería pernas para andar, mas afinal parece que me enganei...

 

Há uns dias atrás, um professor de Inglês, de nome Fernando Charrua, terá elaborado uma piada sobre a licenciatura do nosso muy nobre Primeiro Ministro, o "engenheiro" José Sócrates.

Ao que tudo indica, a piada terá sido mais ou menos esta: "Agora quem precisar de um doutoramento, manda um certificado por fax, só se for por fax, caso contrário não vale." Isto na intimidade do seu gabinete, e na presença de dois colegas. Pouco depois, o Professor, destacado na DREN como técnico de Recursos Humanos, foi suspenso pela, sempre zelosa e protectora dos desfavorecidos, directora da DREN, Margarida Moreira.

 

hoje de manhã, nos noticíarios, principalmente no Canal Estatal, diziam, que além da referida gracinha, o Professor, terá dito também, que Portugal era um pais de bananas...

 

Convém salientar alguns factos que me parecem melindrosos... Houve um delator, de dois possíveis, houve uma tentatíva de mostrar algum serviço por parte da directora da DREN, e acaba por se afastar mais uma pessoa ligada ao partido da oposição do nosso governo, pois Fernando Charrua é ex-deputado do PSD....

 

O primeiro e último caso, parecem-me muito graves. Isto prova que afinal a PIDE ainda existe. Se estamos acompanhados de dois colegas de trabalho, e temos um comentário jocoso (como foi designada a piada do Professor) e este toma proporções de caso nacional, levando mesmo à suspensão da pessoa em causa, algo está mal. Já não se pode confiar nos colegas de trabalho então. Não podendo confiar nos colegas de trabalho, estamos perante uma inibição da nossa liberdade de expressão. E estando perante essa possíbilidade, então, parto do prícipio, que a Liberdade alcançada em 25 de Abril de 1974, é afinal uma treta, mas das grandes....

Estas situações de delação, têm sempre um fim.... Subir as escadas do sucesso... Bastará estar atento durante algum tempo, sim porque no imédiato ninguém será promovido para não levantar suspeitas, mas essa promoção será uma realidade para o grande protector da imagem do engenheiro. Quanto ao facto de Fernando Charrua ser e ter pertencido aos quadros do PSD e na possibilidade de este caso estar intimamente ligado com a sua cor partidaria, parece-me claro que voltamos a ter os Fascistas atrás dos contestátarios...

 

Quanto ao facto da directora da DREN querer mostrar serviço, parece-me obvio que é outro caso de tentátiva de promoção à força... Toda a gente goza com a licenciatura, se é que existe licenciatura, de José Sócrates.... Ainda recentemente, um deputado, se a memória não me falha, do PP, teve também uma piada acerca deste caso num comício do partido... Os "Gato Fedorento" passam a vida a gozar com a licenciatura, mais uma vez, se é que existe, do "engenheiro"... Eu gozo com a licenciatura, se é que existe, do "engenheiro".... É normal fazer-se isso...

 

Não concordo com a suspensão imposta ao Professor Fernando Charrua... É uma jogada baixa com contornos de fascismo, digo mais uma vez... E o único que posso fazer, é manifestar todo o meu apoio ao Professor....

 

O Canal Estatal disse que ele tinha dito, que Portugal é um País de Bananas... Se ele o disse, eu concordo plenamente, e concordo, porque se não fôssemos realmente uns bananas, já teríamos há muito tempo feito outra revolução e retirado do poder, toda essa escumalha politica que o único interesse que têm é encher o próprio cú com o dinheiro dos contribuintes, como eu e todos os outros que pagamos os nossos impostos, as vezes, sabe-se lá com que sacríficio...

Terça-feira, 22 de Maio de 2007
.....

 

 

Há uns dias atrás alguém que amo e que prezo muito, me disse para parar e pensar na minha vida... Disse-me para ir para o pé da praia e ouvir o mar... foi isso que fiz ontém.. Tive um espaço ao fim da tarde/noite, e aproveitei para ir para um sítio que já frequentava a algum tempo, mas que entretanto deixei de frequentar, talvês por falta de tempo, talvês por desinteresse ou talvês ainda, por não me lembrar do quão bom que é, de vez em quando, olhar-mos o mar e perder-mo-nos na sua imensidão....

 

Ontém ao fim da tarde/noite, estava frio... decidi na mesma abeirar-me do parapeito da Capela, ali, onde o mar se junta com a orla marítima, bate forte nas rochas, onde se sente o poder da força da água... durante os vinte minutos que lá estive passaram um turbilhão de ideias pela minha cabeça, mesmo aquelas mais, ou menos, como quiserem, improváveis...

 

Ontém estava com demasiada tensão acumulada... Situações da vida a isso obrigam... Estava com demasiado stress acumulado, dava para sentir na minha respiração, na minha maneira de estar, na mimnha maneira de falar. dirigi-me ao mar, fechei os olhos e gritei... gritei... gritei... senti o mar mais forte, a bater nas rochas com mais intensidade, com mais força, cada vez mais agitado, á medida dos meus dasabafos selvagens... Não abri os olhos durante uns cinco minutos, tempo que durou a minha extrapolação de sensações, sentimentos contraditórios... dizem que a vida não nos pertence, que o destino está traçado, cabe-nos a nós fazer com que seja diferente... se o conseguir-mos.. Naqueles vinte minutos em que estive na Capela, senti que a vida era minha, por um momento, ninguém a comandava, ninguém me diz o que fazer, ninguém me censura...

 

 Á medida, que os meus gritos baixavam de intensidade, a maré acalmava... senti que, com ela, alguns dos meus problemas foram-se, algumas das minhas preocupações deixaram de existir... fiquei mais leve, mais limpo... e abandonei a Capela, com a sensação de ter renascido, de ser novo... Vamos ver até quando....

Pensado por Johnny às 10:57
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Parabens...

 

 

Não é que me agrade muito, pois não sou portista, mas como adoro desporto e ser desportista é ser dono de fair play, embora ele seja uma treta, como disse Jorge Jesus, treinador do Belenenses... E como tenho fair play, apesar de não ser portista, vou dar os parabens ao FC Porto, por ter atingido o se 22º título de campeão nacional, após ter vencido o simpático Desp. Aves, depois de o seu treinador em conferência de imprensa antes do jogo, ter dito que o FC Porto era 99,9% favorito a vencer o jogo e que desejava ver os azuis e brancos campeões pois estiveram sempre á frente e não sería justo que o não fosse....

Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Anúncios de emprego...

Eu tenho trabalho neste momento, mas não sei durante quanto tempo. No meu ramo, vend directa de serviços TV Cabo, impera uma deslealdade tremenda para com as pessoas. Vai daí, pois esse é um tema para outros pensamentos, recomecei a procurar emprego. E logo pelos anúncios dos jornais.

Não sei se já rpararam, mas gosto muito de ler o JN, pois acho um jornal interessante. Na página dos anúncios do jornal de ontém e, salvo erro, hoje, vinha o anúncio de emprego mais enganador e mentiroso que pode existir. E sei que é verdade, porque eu próprio, em tempos, respondi ao mesmo e pude comprovar tamanha aldrabice e outras coisas mais...

 

O anúncio é do Key Club, pertencente ao Grupo Palme. Para ir directo ao assunto, é uma agência de viagens. Este anúncio pede pessoas para os seus serviços, prometendo ordenado base, comissões, carteira de clientes, horário flexivel, CARRO DE SERVIÇO, entre outras coisas... Carro de serviço está desde logo fora de questão, por isso está a letras maiúsculas. É que para fazer telemarketing, que é a função proposta, não é necessário carro de serviço.. Quando respondi a esse anúncio, em Agosto do ano passado, mais de metade das pessoas que estavam comigo, acabaram por ir embora no dia seguinte, pois não havia carro de serviço....

 

O interessante é o resto... Ordenado base, há. Um valor a rondar os 250€. É justo. Comissões poderá haver. Carteira de clientes... hiariante... horário flexivel, mas pouco....

Passo a explicar... A função que pretendem preencher, é a de Telemarketing. Ou seja, os admitidos irão contactar clientes para oferecer os serviços do grupo. Mas isto é um engano, e pessoas como eu, não aguentam lá muito tempo.

Na entrevista, acabam por reforçar o que o anúncio oferece, menos o carro, pois obviamente nunca pensaram sequer em tê-lo. Dizem que o ordenado começa por ser de 250€, mas que me três meses, passamos a ganhar quase o dobro. A emprsa fornece todos os meios para a realização do trabalho, desde carteira de clientes, até horário flexivel, que se pode adaptar as necessidades de cada um. Pedem disponibilidade quase imediata, de preferencia para o dia seguinte, para se incluir na formação que vai arrancar. O entrevistado, entusiasmado por passar 4h sentado numa cadeira a falar ao telefone, e ganhar 250€ mais alguma coisa, até já esqueceu o carro de serviço, e disponibiliza-se para começar no dia seguinte. Feliz da vida, entrevistador e entrevistado, trocam cumprimentos com sorrisos de orelha a orelha, um porque já tm mais um otário para enganar, o outro orque finalmente arranjou um trabalho.

 

No dia seguinte, a hora combinada, lá aparece o entrevistado. O entrevistado, pode ser o grupo de pessoas que passou a entrevista. Nunca recrutam uma só pessoa, são sempre no mínimo 5. E aqui é que começa o inédito.

 

O bom ambiente de trabalho, que eles também referem no anúncio, não existe com todos, só com alguns. As condições de trabalho são das mais precárias que há... Enfiam 10 pessoas numa sala onde só cabem no máximo 6. A formação que nos prometeram, resume-se a ouvir-mos durante dez minutos os mais antigos falarem, dão-nos um guião onde está o texto que devemos dizer e ao fim desse tempo, temos que começar a bulir.

O ordenado de facto existe, as comissões é que não serão muito habituais. A carteira de clientes é um molhe de Páginas Amarelas do ano de 99 guardadas num armário, ao qual de vez em quando os supervisores de sala vão buscar retalhos.

O trabalho em sí, consiste em pegar-mos nesse retalho que nos dão e no guião fornecido, e começar a telefonar para pessoas. Assim que atendem o telefone, a função é endromina-las, para acreditarem que preencheram um cupão num sítio qualquer lá perto da área de residência, em que o prémio é uma viagem a três destinos diferentes, à escolha. Nós somos o veículo transmssor da vitória da pessoa no prémio. Obviamente, que as coisas correm sempre mal nesta abordagem, pois as pessoas não são burras. Quem é que não se lembra de preencher um cupão em que o prémio é uma viagem de férias durante uma semana, para o Algarve, ou Sul de Espanha?

 

A conversa, para perceberem é mais ou menos esta:

 

- Boa tarde Sr. Fulano!! Daqui fala Beltrano do Grupo Palme Viagens.

- O que é isso?

- Sr. Fulano, o Grupo Palme, é uma Agência de Viagens, que está a abrir novas cadeias de hotéis em vários pontos do país e Sul de Espanha. O senhor foi contemplado com uma estadía num dos nossos novos hóteis, no destino á sua escolha. O Sr. lembra-se de ter preenchido um cupão há três meses atrás (é muito importante esta parte, quanto mais tempo tiver passado melhor) no hipermecado lá da sua zona?

- Não... Não me lembro de ter preenchido nada..

-Terá sido a sua mulher, Sr. Fulano?

- Não... Ela tinha-me dito, se o tivesse feito... Aliás ela nem vai a esse hipermercado...

-E o seu filho?

- Ainda é muito novo para preencher alguma coisa (risos)

- Então foi numa bomba de gasolina, ou alguém preencheu por sí...

- Não... Ninguém me disse nada....

- (O tom de voz do operador começa a mudar, e ganha ares de arrogância) Ah.. Mas o certo é que o seu nome está aqui... E temos que atribuir o prémio.. Quer ou não recebe-lo...?

 

E aqui passa-se para o segundo nível... Muito na retranca, o possível viajante acaba por aceitar levantar o prémio. Então a chamada é passada ao supervisor de sala, que se intitula "doutor" X.

 

- Muito bem Sr. Fulano!! O Sr. tem disponibilidade para is levantar o Voucher ao local que lhe vou indicar, depois das 18h da tarde.

-Ah.... Sim.. Acho que sim... Não tenho que pagar nada?

-Não Sr. Fulano, isto é absolutamente gratis. O Sr. vai lá dentro, até pode deixar o carro a trablhar, vai falar com a "doutora" Y que lhe vai dar o Voucher, para sí e para a sua mulher (muito importante... A vagem é sempe para duas pessoas, com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos). Mas têm que ir os dois, senão não os pode levantar.

-Tá bem...

- Não desligue Sr. Fulano, que vou passar o telefone ao " doutor" X que lhe vai dar os parabens. Muito obrigado Sr. Fuano....

 

A partir deste momento, as coisas saem das nossas mãos. O "doutor" X, que não é mais do que uma pessoa, que muitas das vezes nem a 4ª classe deve ter, não sabe falar em condições, tem cara de azeiteiro, ou azeiteira porque também lá haviam mulheres, dá os parabens ao cliente e marca a hora do levantamento.

 

Depois é que a porca torce o rabo... A grande maioría dos clientes nunca vai levantar pémio nenhum. Antes da hora combinada, o "doutor" volta a ligar ao cliente para confirmar a ida deste ao local combinado... E entorna-se o caldo.. Assisti a barbaridades ditas por esses "doutores" e "doutoras", que não lembram a ninguém. E tudo isso com o conivência das partes mais altas da agência de viagens, que auditam as chamadas.

 

- O senhor disse que vinha, agora tem que vir (ar de mau, com as veias prestes a rebentar)

-Não posso!! E olhe, agora não quero nada disso!!

-O quê? O senhor é um falso, não tem palavra, é um mentiroso.... Eu vou processa-lo... Agora vou ter que pagar do meu bolso a estadía, porque já tinhamos carimbado os vouchers (mentira).. Mas eu vou mandar-lhe a conta para casa.. O Sr. vai pagar isto (mentira.. apenas para intimidar)

- ............................. (desligou o telefone na cara)

 

Esta situação aconteceu diversas vezes, nos quatro dias em que trabalhei na Agência do Key Club da Av. da Boavista, que é para onde estão a pedir pessoas.

 

Mas há aqueles que aceitam, e que vão levantar o Voucher. Para se ganhar um pequeno valor irrisório, terão que fazer com que um número determinado de pessoas, vá levantar o prémio. No meu tempo, tinha que fazer com que 15 pessoas, no mínimo, fossem lá no espaço de uma semana. Para ganhar a comissão que eles dizem que pagam, as pessoas tinham que comprar um cartão de férias num valor bastante alto. Portanto, as comissões practicamente não existem.

 

Mas o local de trabalho era hilariante. Numa sala onde estavamos 10 operadores, onde só deveríam estar 6, nas traseiras da agência, bem longe onde ninguém nos vê nem ouve, com a música em altos berros, tinhamos que estar literalmente 4h sentados ao telefone. Nem respirar quase se podía. Uma vêz vim a casa de banho, tinha já a minha supervisora atrás de mim, porque tinha que a avisar! Foi a gota de água.

Quando me vim embora, disseram-me que era um vádio e que não quería trabalhar. Não me pagaram os dias que lá estive. Também não me preocupei com isso.

 

Aconselho a quem precisa de trabalho e que veja este anúncio no jornal, a não pensar sequer em aceitar. Não vale a pena. Falo por experiência própria.

 

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007
Festival Eurovisão da Canção

Ou será melhor chamar-lhe Festival Eurovisão da Treta. Parece-me que sim. Nem é muito pela não presença da música portuguesa, pois enquanto as nossas músicas continuarem a ser escritas pelo Emmanuel e interpretadas por cantoras desconhecidas, não iremos muito longe. É mais pelo compadrío existente entre as nações que surgiram dos desmembramentos de países como a ex-URSS ou a ex-Jugoslavia. Logo ao terceiro pais a votar, percebi quem iría vencer a contenda. A música da Servia, até nem era má, a rapariga tinha uma boa voz, o quarteto que a acompanhava, também, a sonoridade era boa. Se calhar até foi um vencedor justo, mas na minha opinião outros paises mereciam mais. Foi notável, ver a Arménia, Ucrânia, Letónia, Lituania, Macedonia e Russia, votarem uns nos outros. E sempre com as pontuações mais ou menos altas. Foi notável, ver Chipre oferecer 12 pontos à música da Grécia, que mais parecía uma cópia da música turca. Se não me engano, o título era mais ou menos o mesmo, a coreografía também. Só o cantor era diferente. Foi louvavel ver o público português oferecer 12 pontos à Ucrânia. Uma música cantada por uma Drag Queen, que não é isso que está em questão. Mas sim o género de música. Um misto de azeiteirice com futurismo. Mas pronto....

 

Tenho pena da música irlandesa, que me pareceu bastante boa, ter apenas conseguido o último lugar, quando outrora era sempre uma das candidatas a vencer. Assim como a espanhola. A França apresentou uma música um pouco fora do normal, por isso não me admiro do lugar que alcançou.

A minha favoríta, era a musíca da Eslovenia. Um misto de rock com a voz de opera. Não me lembro, nem do nome da cantora, nem da música, mas gostei muito. A bulgara também tinha qualidade.

 

Vozes contestatárias já se fizeram sentir. Desde logo a Islandia, afastada na meia final de quinta-feira. Dinamarca e Noruega também. A Irlanda podera a sua participação em 2008. Curiosamente, Portugal não tem razão de queixa, pois acha que a prestação foi boa. Mente pequenina, a portuguesa.... Enfim, já há propostas para alterar o sistema de votação, sendo que o proposto é que existam duas semi-finais, uma a Leste outra a Ocidente. Vamos ver no que dá, mas uma coisa é certa.. Se não mudarem alguma coisa, o compadrio será sempre o mesmo.. Quanto a Portugal... não é o sistema de votação que tem que alterar... Mas sim os escritores e os cantores...

Pensado por Johnny às 13:15
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Eu já tinha avisado....

Jornal Record de ontem, 15/05, na rúbrica Cartas ao Director, em resposta ao Passe Longo de Alexandre Pais, director do Record:

 

" Sou leitor do Record desde o seu nº 1, e comprador desde que tenho dinheiro. Estou prestes a fazer 74 anos e gostaria que V. me esclarecesse o seguinte:

1) Quantos euros (ou contos) ofereceu o Record a quem desse à polícia pistas que levassem ao regresso de algum menino ou menina portuguesa qye tivesse desaparecido?

2) Quantas libras acha que o Sun ofereceria para fim identico se o desaparecido fosse português? Desculpe-me, mas o Passe Longo de Sábado é de muito mau gosto. Os meus cumprimentos."

 

José Leonardo Queiroz da Fonseca.

 

 

Coluna de Manuel António Pina, no JN de ontem, 15/05, de nome "Por outras Palavras"

 

Uma das leis do jornalismo é a da perspectiva. O que está próximo (o primeiro plano) é, na imagem da vida e do mundo construida pelos media, "maior" do que o distante. Acontece o mesmo no nosso dia-a-dia, um pequeno seixo próximo dos nossos olhos (e dos nossos valores) ocupa maior campo de visão que uma montanha longínqua. Daí que não surpreenda o "tamanho" emocional que tem tido entre nós o desaparecimento da infeliz Maddie. Trata-se, no caso, de proximidade não só geografica, mas "cultural". Uma criança estrangeira, filha de pais da classe alta, desaparecida num "resort" cosmopolita, teria todos os ingredientas culturais para, à luz dos valores hoje dominantes, ser manchete de jornais e TV. E para mobilizar recursos inimagináveis noutras circunstâncias. Só no ano passado desapareceram em Portugal, cinco meninas e um menino portugueses da mesma idade da Maddie. Todos continuam desaparecidos. No entanto, as suas fotos não vêm nos jornais, ninguém oferece milhões por notícias deles, nenhum futebolista ou figura pública se interessou pelo seu paradeiro. Nem, que se saiba, alguém rezou em Fátima por eles. Mesmo na infelicidade, como na fábula de Orwell, uns são( aparentemente para a polícia) mais iguais que outros.

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A Praxe....

Quem me conhece, sabe qual é a minha opinião em relação a praxe universitária. Não consigo perceber qual é a necessidade de pôr um grupo de alunos que estão a entrar para um nível de ensino superior, e trata-los abaixo de cão...

Eu sou estudante universitário, e frequênto uma faculdade em Gaia. Mais concretamente no ISLA..... Também aqui a praxe foi uma palhaçada, pelo menos no meu enteder... Desde pessoas que pensam que têm o rei na barriga, até situações, no meu vêr, deploráveis, de tudo um pouco se passou.

Mas, talvêz pelo ISLA ser uma faculdade pequena, a praxe não tem as repercussões que tem noutras faculdades, por exemplo, no Instituto Piaget, ou noutras Universidades mais abrangentes.

Quem me conhece, sabe também que nunca fui á bola com aquele grupo de pessoas, que vê nos caloiros uma fuga das suas frustrações e por vezes veículo de vingança de qualquer anómalia diaria, que lhes possa ter surgido, por isso apenas fui adicto á praxe na primeira semana de curso, tendo depois, entre diversos motivos, abandonado o ritual. Consequências? Não posso usar o traje académico, porque alguém mo impôs como medida de coacção inerente á minha falta. Não me importei... Não deixo de ser menos estudante e ter menos espiríto académico por isso.

 

Mas há estabelecimentos de ensino, onde a praxe está tão enraizada, que quem não a frequentar, sofre as maiores atrocidades fisicas e psicologicas imagináveis. Ultimamente, o Piaget de Macedo de Cavaleiros, tem sido notícia por causa de alunos que fazem queixa dos "doutores" que os praxam. Chegam a ser relatos arrepiantes, de pessoas que são obrigadas a fazer coisas que não querem e que repugnam. Há relatos de simulação de relações sexuais, há relatos de orgasmos fingidos, há relatos de violação de privacidade. Mas o mais engraçado, é que continua a existir a praxe. Há relatos de alunos que morreram devido á praxe. Recentemente um rapaz, não me lembro de que faculdade, com a ânsia de entrar na Tuna Académica da sua faculdade, foi praxado até á morte. Mas tudo isto é falado vagamente, por alto só, e logo a seguir é abafado, sem qualquer resolução, nem castigo para os agrassores. Habitualmente, os alunos que fazem queixa dos supostos "doutores", não conseguem ter uma vida académica fácil. são rejeitados pelos próprios colegas, são quase obrigados a desistir da frequência universitária.

 

Hoje, o JN, noticía mais dois actos barbaros na Universidade de Coimbra. Segundo o jornal, os agressores são estudantes da Universidade de Medicina, e terão agredido os caloiros, num Tribunal de Praxe. Ainda segundo o JN, este ritual é practica rara na UC, sendo que só nas Repúblicas e na sede do grupo de apoio a Academia, onde se passaram as agressões, é que é permitido continuar com o ritual da praxe.

Segundo o relato dos caloiros, depois de terem recebido o Documento de Contra-Fé, para se apresentarem, para mais um  ritual "entre amigos e que serve para cimentar o companheirismo", dois deles acabaram por ser brutalmente agradidos, tendo acabado com diversos ferimentos, um deles, com lesões a nível do pescoço, devido aos fortes cachaços que levou, e com lesões a nível da zona genital, devido á rapagem dos pelos púbicos. O outro, acabou com a tesoura com que lhe rapavam o cabelo, espetada no crânio, para além de unhas negras, devido a terem levado com a colher de pau nas mãos.

 

O primeiro, fez queixa dos supostos "doutores", apenas a nível académico, para que os agressores não tivessem problemas em futuras tentatívas de entrada no mercado de trabalho. O segundo, não esteve com meias medidas e terá feito queixa a nível judicial.

Segundo Dux da Universidade, a praxe apenas tem sentido, quando é realizada de comum acordo entre "Doutores" e caloiros, e que os mesmos podem-se recusar a participar. Pela experiência que eu tenho, posso dizer que não é bem assim. O caloiro recusa-se a ser praxado, e logo é posto de parte. Deixa de existir.

 

O Reitor não se quis pronúnciar sobre o ocorrido, e segundo alguns caloiros, os referidos "doutores" já se terão desculpado junto dos agredidos, portanto o ambiente é bom.

 

Agora, a verdadeira questão... Qual será o suporte psicológico destes dois alunos, e de outros, que sofreram agressões, para continuarem os seus cursos numa faculdade onde foram agredidos, com uma gravidade tal, que podería ter chegado á invalidêz ou mesmo á morte?

O que será que irá acontecer com os "doutores" que agrediram? Essa até é a questão mais pertinente...

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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Campanhas publicitárias....

O Bruno Nogueira até era um dos comediantes do "Levanta-te e Rí", que eu até achava alguma piada... Sempre era melhor que o Eduardo Madeira, ou outros do genero que lá iam... O tipo de humor  que o Bruno practica, até consegue ter piada, mesmo que ele fique sério. Alias, um dos motivos que leva a ter piada, é precisamente essa parte....

Desde que o programa acabou o Bruno Nogueira tem aparecido na TV, mas infelizmente, sem grande sucesso, na minha opinião.

Os comerciais do Millenium e da Super Bock chegam a ser irritantes quando passam... É que o Bruno, apesar de ter algum jeito para a Stand up Comedy, não tem nehum, mas nenhum mesmo, para fazer publicidade... Pricipalmente nos spots da Super Bock... Alias, parece-me que a tentativa é imitar os "Gato Fedorento", esses sim com grande qualidade, tanto humorística, como publicitaria... Os anúcios da PT ganharam, e muito, com a presença deste quarteto...

Bruno, por favor... Faz um favor a tí próprio e as entidades que tentas publicitar... Não aceites mais nenhum típo de campanha publicitária... Eu nem quero saber o que aconteceu com a agencia que teve a infeliz ideia de te contratar... Por favor.... Se  ainda aspiras a ser um comediante de sucesso, abandona por favor a publicidade....

Sexta-feira, 11 de Maio de 2007
Mais uma situação que me irrita...

 

O triunfo do bem

 

"Este sim, devería ser chamado de sargentão. Até que enfim que a nossa Justiça abriu os olhos. Parabens Sargento e lute pelo bem da Esmeralda. os portugueses já mostraram que estão consigo. Viva a Liberdade."

 

Pode parecer estranho, mas este pequeno texto introdutor, tem um fundamento. Estava a almoçar descançado, depois de mais uma injecção de notícias sobre a praia da Luz, e enquanto lia o JN, deparei-me com este comentário de um senhor de nome José António. Este textito, faz alusão á libertação ontém, do sargento Luís Gomes, o qual viu a sua pena reduzida pelo Tribunal da Relação de torres Novas. Mas eu pergunto? Onde é que foi feita Justiça? Na libertação do Sargento. Não me parece. Este é mais um caso mediatizado pela Comunicação Social, sempre pronta a arranjar bodes expiatórios e almas caridosas. O Sargento, caíu no goto da imprensa e transformou-se em alma caridos, salvador de um ser inofensívo, tanto quanto uma criança de meses o pode ser. Convém referir, que este senhor não é pai de ninguém, nem justiça nenhuma foi feita, tal como diz ali o senhor José António, na sua missíva de admiração. Este Sargento, manteve em cativeiro uma criança que lhe foi dada por uma mulher em desespero, sem sequer se ter preocupado com a opinião do pai, que segundo palavras da própria, nem sabía quem era. O pai verdadeiro, desde há muito tempo que anda em tribunais a tentar ganhar a guarda da sua própria filha, tendo-lhe sido sempre negada a sua pretensão. Então volto a perguntar... Onde está a justiça? Será que o senhor José António, que tanto elogia e bajula o Sargento no seu textito, já se pôs na pele do pai biológico? Será que o senhor José António é pai, antes de mais. Não deve ser, senão não aplaudia a libertação de um criminoso.

 

No Jornal de Notícias de hoje, vem uma notícia sobre este caso. " Não tenhas medo filha. Estes senhores não são maus." Esta é a frase do Sargento, que tenta confortar a "filha" que chama de Ana Filipa, perante o assédio da Comunicação Social. Mas que filha? Ele não é pai da menina. Ana Flípa? Mas o nome da pequenita é Esmeralda. Mas será possível que a justiça continue tão cega, quanto os portugueses, que como o senhor José António, apoiam este "sequestro"? Justiça será feita quando a pequena Esmeralda ficar a guarda do pai biológico, não agora. Isto é um circo montado. Até quando?

Madeleine....

Não quero ferir susceptibilidades, mas este assunto já me aborrece... Tenho pena que a menina tenha desaparecido, tenho pena que tenha sido cá em Portugal, tenho pena, porque sei que poderá não ter o melhor futuro, caso não seja encontrada, mas tenho pena, sobretudo, dos pais dos miúdos portugueses que desaparecem dentro do nosso território e não têm uma mediatização tão grande, como a pequena Maddie... Que dirá a mãe do Rui Pedro, menino que, se a memória não me falha, desapareceu vai para 10 anos e ainda não houve sequer uma notícia sobre o seu paradeiro? Na altura a mediatização do caso não foi tão grande... Será que é só porque é uma menina extrangeira, e desapareceu logo no Algarve, polo de atração turístico por excelência, do nosso país, que com este caso começa a estar em riscos sérios de não ter uma afluência tão grande como devería? Ontém ouvi alguém do governo dizer que ia disponibilizar toda a ajuda necessária para encontrar a pequena... Não me lembro de alguém do governo se ter disponibilizado para ajudar a mãe do Rui Pedro... Acho bem que a Polícia Judicíaria procure a Madeleie, mas acava justo também que continuassem á procura de todos aqueles miúdos portuguêses que desapareceram até hoje...

Pensado por Johnny às 11:19
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